Alberto era um garoto gordo, e por isso todos na escola zombavam dele. Ele se esforçou para emegrecer, mas foi em vão, já que o único consolo que encontrava para sua solidão era o prazer da gula. Ele era sempre desprezado por todos, e por isso se apegou aos estudos como forma de mostrar que tinha algum valor. Se tornou um grande cientista, renomado no mundo inteiro. Ao receber seu primeiro prêmio percebeu que todos os sorisos destinados a ele eram falsos e que no fundo ele continuava o mesmo garoto solitário. Ao chegar em casa colocou cuidadosamente o prêmio sobre a mesa da sala, foi até a cozinha e encheu um copo com o veneno que ele costumava usar para matar insetos. Bebeu lentamente e desmaiou em poucos segundos, já sem vida. Seu corpo só foi encontrado duas semanas depois quando o fedor começou a encomodar o vizinho que ligou para a polícia. Não houve velório para Alberto, já que ninguém se importou em organizar uma despedida para aquele homem. No enterro não havia ninguém para chorar. Só três anos depois, quando um novo morador comprou a casa de Alberto descobriram as palavras gravadas com faca na mesa de madeira. "Morro, e morro sozinho. Não haverá ninguém no meu velório".
.: Frank
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário